A falsificação de documentos migrou do papel para o ambiente digital, trazendo novos desafios para o sistema de justiça e para as auditorias corporativas. No entanto, o ambiente digital oferece uma ferramenta poderosa para a contraposição de fraudes: a análise de metadados.
Estruturas de metadados como o EXIF (em fotografias) ou propriedades internas de arquivos OLE/OOXML (documentos Microsoft Office) servem como uma trilha de auditoria intrínseca. Durante um exame pericial computacional, a extração e a validação desses dados ocultos permitem ao perito reconstruir a verdadeira cronologia de um documento.
Anomalias como datas de modificação anteriores à data de criação, incompatibilidade de softwares de edição e metadados de autoria divergentes são fortes indicadores de adulteração. A Computação Forense utiliza ferramentas especializadas para extrair e preservar essas propriedades sem alterar a integridade da evidência, transformando dados invisíveis em provas periciais robustas e juridicamente válidas.
