A proliferação do modelo de software como serviço (SaaS) e a facilidade de adoção de ferramentas baseadas em nuvem trouxeram agilidade às linhas de negócio, mas criaram um desafio complexo para a governança de cibersegurança: o fenômeno do Shadow IT. O uso de ativos de hardware, software ou serviços de nuvem sem o escrutínio e a autorização explícita do departamento de tecnologia compromete diretamente a postura de segurança da informação das companhias.
Do ponto de vista técnico e de conformidade, o risco reside na exfiltração não intencional de dados sensíveis e na violação de legislações de privacidade, como a LGPD. Quando informações corporativas ou dados de clientes são processados por plataformas terceiras não auditadas, perdem-se os controles de criptografia em repouso, políticas de retenção de dados e gestão de identidades.
Mitigar o Shadow IT exige a transição de uma postura puramente reativa e proibitiva para um modelo de capacitação segura. A implementação de soluções de Cloud Access Security Broker (CASB), a realização de auditorias periódicas de logs de proxy/firewall e o estabelecimento de um processo ágil de homologação de softwares são passos fundamentais. A segurança efetiva não reside na opacidade, mas na visibilidade total dos fluxos de dados da organização.
